Ficou confuso com tantas siglas quando começou a estudar opções para investir?

Se você saiu da poupança há pouco tempo ou pretende sair em breve, deve ter se deparado com uma infinidade de siglas que são utilizadas no mercado financeiro e que muita gente não conhece. Então, vou simplificar isso para você, explicando as mais comuns.

Renda Fixa

– CDB (Certificado de Depósito Bancário)
Os CDBs são títulos de renda fixa emitidos por bancos. Ao adquirir um título desse tipo o investidor está emprestando seu dinheiro para o banco e recebendo juros pelo “aluguel” desse dinheiro.
Os bancos podem usar o dinheiro que recebem por meio de CDBs em diversas operações como aumento de caixa, operações de crédito, projetos e pagamento de dívidas.

– Taxa Selic
A Selic é a taxa básica da economia do país. Diversos investimentos de Renda Fixa como o Tesouro SELIC e alguns CDBs, entre outros, têm a remuneração atrelada à taxa básica de juros.

– Taxa DI
Essa é uma das siglas que você mais verá no seu dia a dia. Quando um banco empresta dinheiro para outro banco que precisa cobrir seu saldo até o dia seguinte, ele cobra juros e o título que se utiliza nessa operação se chama CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro). A média das taxas de juros cobradas nessas operações é conhecida como taxa DI.
A taxa DI é utilizada como referência para vários títulos de renda fixa e serve de comparação (benchmark) para muitos investimentos, como títulos e fundos de Renda Fixa e fundos Multimercados.

Renda Variável

– Ibovespa
Esse índice acompanha a evolução média das cotações das determinadas ações negociadas na Bolsa de Valores. É o mais importante indicador e serve como referência do comportamento do mercado acionário brasileiro.
Assim como o DI, o índice Ibovespa é muito utilizado como parâmetro de análise de desempenho de fundos e carteiras mas, neste caso, de renda variável.

Órgão Reguladores

– CVM (Comissão de Valores Mobiliários)
É o órgão supervisor do mercado de valores mobiliário (ações, debêntures cotas de fundos de investimentos etc.) e atua como uma espécie de “Xerife”, sendo responsável pelo desenvolvimento, disciplina e fiscalização do mercado de valores mobiliários não emitidos pelo Tesouro Nacional.
Se você quiser conferir se um fundo, um gestor, um consultor ou um analista estão devidamente autorizados a atuar no mercado, é só entrar no site da CVM e verificar.

Inflação

– IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)
Este é o índice oficial de inflação do Brasil. Ele é calculado pelo IBGE e divulgado mensalmente e mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços, sendo bastante representativo para medir a perda de poder de compra do dinheiro. Além de servir de referência para a meta da inflação, é um excelente parâmetro para você acompanhar o desempenho de seus investimentos.

– IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado)
É uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse indicador registra a inflação de produtos agropecuários e industriais vendidos no atacado, de bens e serviços vendidos ao consumidor no varejo e de custos relacionados à construção civil e é muito utilizado para corrigir os valores de contratos de aluguéis.

Conclusão

Estas foram apenas algumas siglas que podemos encontrar quando estamos começando a investir e, por vezes, podemos achar tudo muito complicado, o que pode nos desestimular.
Assim, é importante entender os conceitos mais comuns, de forma simplificada, para termos mais confiança nas tomadas de decisão.
Melhor ainda é poder contar com um Planejador Financeiro ao seu lado, que pode explicar esses conceitos e muitos outros, auxiliando nas análises e escolhas de forma individualizada.

Nicolas Soares
Planejador Financeiro Pessoal
Sócio FIDUC

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