Pergunta do leitor: Como faço para gerar uma renda extra com a reserva financeira que acumulei ao longo da vida, sendo aposentado?

Resposta de Rejane Tamoto*

Chegar à aposentadoria com reserva financeira é um fator que conta pontos para a manutenção da qualidade de vida na longevidade. Parabéns por tê-la! E para melhor utilizar a renda da reserva financeira, é necessário fazer uma revisão do orçamento. Assim será capaz de saber se precisará usar essa renda para complementar o pagamento de despesas a cada mês e de quanto será necessário resgatar. Isso também definirá o quanto essa reserva poderá durar nos próximos anos.

Ao descobrir qual é a sua despesa mensal atual e projetar esse fluxo para o futuro, é importante deixar o valor equivalente a seis meses de despesas em renda fixa para uma reserva de segurança. Essa quantia poderá ajudar a arcar com imprevistos, que sempre podem acontecer.

No processo de anotar todas as suas receitas e despesas e projetar os ganhos e gastos futuros, também terá duas escolhas. Uma delas é usufruir de uma renda dos investimentos para complementar o orçamento atual. A segunda é ajustar os seus gastos para que possa arcar com eles usando apenas a sua renda atual, que pode ser a soma do benefício do INSS com outras que venha a ter, como de previdência privada, aluguéis ou outras atividades, caso continue na ativa após a aposentadoria.

Esse trabalho ajudará a definir o melhor investimento. Caso escolha não usufruir da renda agora, poderá montar uma carteira diversificada, com pouca oscilação, para que o crescimento do patrimônio acompanhe a alta dos preços gerada pela inflação, e possivelmente possa gerar um ganho adicional.

Importante lembrar que os fundos de investimentos fazem essa diversificação de forma profissional e ativa, com controle das oscilações. Carteiras de fundos de previdência, atualmente, também permitem essa diversificação, com a vantagem de que os recursos também ficam em nome de beneficiários, como esposa e filhos, no caso de falecimento, reduzindo os custos com inventário.

A diversificação ajudará a preservar o capital, para que ele possa pagar pelas mesmas contas de hoje no futuro. Para saber qual é a melhor carteira, se mais ou menos conservadora, será necessário fazer o teste de análise de perfil de risco na instituição financeira (gestora, banco ou corretora) com a qual mantém relacionamento.  Esse teste define o quanto de oscilação ou risco você tolera de acordo com a sua realidade atual, idade e prazo de investimento.

A diversificação também é recomendada caso planeje usufruir da renda dos investimentos. Nesse caso, é possível considerar uma distribuição em investimentos que efetuam pagamentos periódicos. É o caso de ações com foco em dividendos, fundos imobiliários, títulos públicos de renda fixa com pagamento de renda semestral.

Em todos os cenários, será preciso manter uma parcela do seu patrimônio em renda fixa para a reserva de segurança, e até deixá-la um pouco mais robusta. Os investimentos mencionados acima também podem oscilar e é preciso reduzir o risco de precisar resgatar essa renda em um momento ruim de mercado.

Também será necessário que essa segunda distribuição obedeça ao seu perfil, com base no resultado do teste de risco. Considere analisar o trabalho da gestão profissional de investimentos e de um planejador fiduciário para orientar em relação ao orçamento e programação de retiradas, para que sua estratégia se torne o mais eficiente possível.  Afinal, chegar à aposentadoria com uma reserva é algo precioso e as escolhas a partir de agora devem ser inteligentes para que ela seja duradoura.

*Planejadora Financeira da Fiduc

Conteúdo por: InvestNews

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