Organizar a própria vida financeira é um dever que qualquer pessoa deveria ter, mas na prática as coisas são bem diferentes: segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 36% dos brasileiros ainda não têm controle algum sobre suas finanças pessoais.

Apesar disso, vale sempre lembrar que controlar os gastos e manter as contas em dia é essencial manter uma vida financeira saudável.

Por esse motivo apresentamos 5 estratégias que te conduzirão por esse caminho:

Valores

Antes de mais nada, para ter sucesso na gestão das finanças pessoais é fundamental focar nos seus valores. Aqueles que realmente definem quem você é e que trazem, quando analisados com profundidade, seus objetivos verdadeiros. Família, prazer, status, controle, ética e segurança são alguns bons exemplos e conhecê-los faz muita diferença nas tomadas de decisão do dia a dia.

Lembre-se: seu dinheiro é fruto do seu trabalho duro e veio por meio de muito esforço diário. Assim, não pode ser desperdiçado de qualquer maneira. Você precisa ter a disciplina para organizar suas finanças e a perseverança de continuar a fazer isso ao longo do tempo.

Não se deixar seduzir pelo imediatismo faz toda a diferença nesse processo!

Paralelamente, compreender o poder dos juros compostos nos investimentos pode te ajudar a manter a disciplina. Uma frase atribuída a Albert Einstein, diz: “os juros compostos são a força mais poderosa do universo e a maior invenção da humanidade, porque permitem uma confiável e sistemática acumulação de riqueza”.

Se conhecer, ter disciplina para guardar dinheiro e ter bons investimentos: essa é a receita de sucesso que vai te conduzir a uma vida mais organizada, tranquila e próspera.

Objetivos claros

Outro ponto essencial para a organização das finanças se refere a estabelecer objetivos claros.

Isso porque ao ter clareza sobre onde você quer chegar fica mais fácil manter a motivação e a disciplina. Em outras palavras, se você tem um propósito para o ato de poupar dificilmente vai ceder ao impulso de gastar dinheiro à toa.

Seja para casar ou comprar uma bicicleta, é importante que exista um objetivo para o dinheiro, pois ele funcionará como um motivador adicional para suas economias.

Estabeleça objetivos para o curto, médio e longo prazos e então parta para a ação, projetando quanto vai precisar de dinheiro em cada projeto e como vai investir os recursos.

Por exemplo, um jovem de 18 anos que pretende alcançar a liberdade financeira aos 50, pode se expor mais ao risco investindo uma parte maior em renda variável. O ponto que queremos enfatizar é que quando você identifica o que te motiva, organizar as finanças passa a ter um sentido mais forte.

Reserva de Emergência

Qualquer um está sujeito a passar por imprevistos na vida, ainda mais em momentos de crise como os vividos nos últimos meses. A verdade é que ninguém sabe quando vai precisar recorrer a um dinheiro extra.

Então, para não depender de empréstimos bancários ou de familiares, nem passar por transtornos emocionais, você precisa ter uma reserva de emergência.

O aconselhável é constituir uma reserva que mantenha seu padrão de vida por, no mínimo, 6 meses. No entanto, esse valor pode variar dependendo da sua situação profissional. Por exemplo, para um trabalhador autônomo cuja renda é variável o ideal é que a reserva de emergência cubra pelo menos um ano dos seus gastos pessoais.

Além disso, é importante destacar que os recursos da reserva de emergência precisam ser aplicados em um investimento seguro e que ofereça o resgate a qualquer momento. Isso pode ser encontrado, por exemplo, em alguns fundos ou títulos de renda fixa.

Cuidados a tomar

A matemática é simples, se você gastar mais do que ganha vai ficar no negativo. Não há mistérios. Então fique atento e monitore periodicamente a fatura do cartão de crédito.

Ao mesmo tempo em que ele pode ser um aliado no controle das despesas, pode também ser um inimigo quando você joga a dívida para o mês seguinte e “esquece” que uma hora a conta chega. Além disso, ao organizar suas finanças repense os gastos atuais. Em outras palavras, tenha um olhar mais crítico e consciente sobre suas reais necessidades.

Será que é necessário mesmo continuar pagando a mensalidade daquela academia que você raramente frequenta? Será que não seria suficiente um serviço de internet, TV ou streaming de filmes, séries ou mesmo músicas mais barato, ao invés de pacotes mais completos e caros?

Essas e uma série de outras perguntas devem ser pensadas. Há muita coisa que você pode reduzir ou até cortar e que não irá fazer tanta diferença assim na sua rotina.

Auxílio de excelentes profissionais com interesses alinhados

Infelizmente é fato que não recebemos educação financeira na escola e, além disso, em casa são poucas as famílias que conversam sobre a gestão do dinheiro.

Como consequência, boa parte da população não possui uma base sólida de educação financeira e nem sabe por onde começar a cuidar de suas próprias finanças.

Mesmo para quem lê e se atualiza sobre o assunto, ele é mais complexo do que pode parecer, em especial quando tratamos de temas como investimentos, créditos e seguros. Assim, uma boa opção pode ser contar com a ajuda de profissionais, como um planejador financeiro.

A ele caberá, entre outras coisas, ter uma visão abrangente para entender os seus verdadeiros objetivos e desenhar caminhos para te aproximar deles. Dependendo de suas qualificações e licenças, ele poderá inclusive alertar o cliente sobre investimentos inadequados e orientar para que ele tenha uma gestão realmente profissional do patrimônio pessoal.

Outro ponto importante é que, por não possuir envolvimento emocional com o patrimônio do cliente, ele consegue ter uma visão mais isenta para o direcionamento adequado das ações. Dessa forma, pode auxiliar em qualquer aspecto da vida financeira do cliente, levando em consideração seus objetivos e fase da vida.

No entanto, vale destacar que é fundamental que o profissional tenha um modelo de negócios com alinhamento de interesses, no qual coloque os interesses do cliente em primeiro lugar e seja totalmente transparente sobre sua remuneração: quanto ganha e como cobra pelos serviços prestados. Assim, a relação que se forma tem por base a confiança e tende a durar por muito tempo, no qual seus objetivos estarão cada vez mais próximos.

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