Há mais de uma década eu participo de grupos de discussões sobre a necessidade de o público trabalhar com profissionais financeiros nos quais confiam. No entanto, sei que essa recomendação pode ser bem difícil de seguir. 

Uma pesquisa do Instituto Gallup, no fim de 2013, revelou que os americanos, de uma forma geral, confiam cada vez menos uns nos outros. Apenas um terço acredita que as outras pessoas são confiáveis. Não acho que no Brasil seja muito diferente.

Para o mercado financeiro, que precisa de confiança para funcionar, essa é uma batalha árdua. Outra pesquisa americana, denominada “O barómetro de confiança de Edelman”, detectou há alguns anos que as pessoas creem que a “indústria financeira” faz o que é correto somente metade das vezes. Me arrisco a dizer que os números no Brasil são ainda piores. Isso é um enorme desafio para superar… e também uma incrível oportunidade para clientes e profissionais do setor!

Faz parte da Cultura da Fiduc sermos transparentes e colocarmos o interesse dos clientes em primeiro lugar – em nosso mercado, isso é muito raro. Todo o nosso negócio está baseado nisso, na Fidúcia (confiança) e no modelo de pagamento dos serviços pelo cliente, que traz esse alinhamento de interesses na raiz, com total clareza desde o primeiro momento. Algumas recomendações:

  1. Exija transparência

Muitas empresas e indivíduos se assustam quando o assunto é transparência. No mercado financeiro, isso é ainda mais frequente. Embora eu não ache que um profissional precise se expor e entrar em todos os detalhes sobre como faz seus negócios para demonstrar a transparência, tudo o que fizer parte da relação entre os profissionais e os clientes deve ser explicitado. O cliente tem direito de saber como funciona a relação com seu fornecedor de serviços financeiros, da forma mais clara e transparente possível:

  • Quanto custam os serviços que está recebendo
  • Como está sendo cobrado
  • Quais serviços estão incluídos no trabalho
  • Quais conflitos de interesse podem existir e como eles podem interferir no trabalho

       2. Aceite que a resposta “não sei” pode ser boa e honesta, mas exija que se busque uma solução.

Todo mundo entende que é impossível saber tudo. Além disso, os profissionais não são capazes de prever o futuro. Mas normalmente alguns profissionais hesitam em admitir que não sabem e, como resultado, criam uma falsa sensação de precisão, que muitas vezes decepciona os clientes. Um bom “não sei”, deveria poder acalmar você – bons profissionais dão essa resposta. Além disso, quando os profissionais (mesmo os melhores) fazem projeções, sabem que elas estão erradas, embora não saibam em qual direção nem o tamanho do erro. As estimativas são as melhores possíveis, mas devem ser revistas periodicamente e isso faz parte dos serviços, tendo uma enorme importância.

       3. Mais ainda, aceite que os profissionais vão errar

Suspeito que uma das razões pelas quais as pessoas não gostam tanto do mercado financeiro é que os erros são pouco admitidos – existe uma certa arrogância. Se você encontrar um profissional que admita que errou e aceite a responsabilidade por isso, tomando as medidas necessárias para evitar a repetição do erro, saiba que está diante de um profissional correto e acima da média.

Em última análise, a confiança se resume a ter razões para confiar nos profissionais. Não tem a ver com frases de efeito ou campanhas de marketing, mas sobre perceber que alguns profissionais do mercado (na verdade muitos) realmente cumprem o que dizem, com ações confiáveis.

Aproveite nosso modelo de negócios, que prioriza transparência e confiança – até no nome – e descubra como somos diferentes. É uma oportunidade de mudar sua percepção sobre os serviços financeiros oferecidos no país e a evolução no crescimento do seu patrimônio

Share via
Copy link
Powered by Social Snap