Como se adaptar financeiramente diante do cenário atual? A crise pela qual estamos passando nos tem obrigado a mudar muitos de nossos hábitos, inclusive os financeiros, para nos adaptarmos à nova realidade. Estas mudanças são mais fáceis para alguns e mais complexas e desafiadoras para outros.

Muitos acham que a capacidade de alguém em lidar com problemas, resistir à pressão de situações adversas e, em última análise, adaptar-se a mudanças é uma característica inata, um dom natural, mas eu penso que não. Traçando um paralelo com o mundo dos esportes, ter mais habilidades inatas em alguma modalidade não irá significar necessariamente sucesso. A preparação e os treinos explicam a maior parte do sucesso nos esportes. Na resiliência, explicam também.

Como não sabemos com antecedência qual será a próxima crise nem quando ela virá, precisamos nos tornar resilientes de forma geral, nos preparando dia após dia em todos os aspectos que pudermos e assim teremos uma “margem de segurança” ou um amortecedor, para quando algum “choque” chegar.

É claro que precisamos cuidar de nossa saúde física e mental. Assim, ter uma alimentação saudável, fazer exercícios periódicos e ter bons períodos de sono melhoram a imunidade em caso de doenças, assim como praticar meditação, fazer terapia e ter amigos são ótimas medidas para prevenir crises mentais.

Mas e sobre nossas finanças? Como sermos mais resilientes? Mais adaptativos?

Como nas demais áreas, ser resiliente do ponto de vista financeiro passa por ter disciplina para algumas atividades que devem fazer parte do dia a dia e se tornarem hábitos, como:

  • Ter controle sobre o orçamento: saber quanto se ganha, quanto se gasta e em que se gasta;
  • Investir periodicamente: saber que os investimentos periódicos devem ter a mesma importância das contas que pagamos e não apenas ser o “dinheiro que sobra”, depois de pagar as despesas do mês;
  • Ter um colchão de segurança: reservar um valor entre 6 e 8 vezes o seu custo mensal, para fazer frente à eventuais reduções na renda e deixá-lo em um investimento líquido e de baixa oscilação;
  • Investir sem “seguir a moda”: Bons investimentos são feitos por profissionais, seguindo o perfil do investidor para aproximá-lo de seus objetivos de vida. Em geral as pessoas investem naquilo que “rendeu bem” e, quando se decepcionam, sacam depois de “ter rendido mal”. Em outras palavras, compram caro e vendem barato.

Ao seguir essas sugestões, você irá se preparar e terá suas finanças muito mais resilientes no futuro. Assim, elas não serão mais “vítimas de um mundo financeiro imprevisível”, já que você se preparou e está pronto para se adaptar. Passamos a ser os arquitetos de um futuro financeiro mais resiliente.

Então, se você não estava preparado para essa crise, não desanime. Prepare-se para a próxima porque ela virá, mas não deixe para começar depois. Comece já e seja, a partir de agora, o protagonista de sua vida financeira. Conte com um Planejador Fiduc para estar ao seu lado nessa jornada.

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